domingo, 22 de janeiro de 2012

Yeshu ben Pandera (Jesus filho de Pandera)





Um Jesus Antes de Cristo

O manuscrito Sepher Toldoth Yeshu (Livro da Genealogia de Jesus, em hebraico) descreve um Yeshu ben Pandera (Jesus filho de Pandera) do tempo dos Asmoneus da seguinte maneira:

Resumo do Sepher Toldoth Yeshu (tradução livre do inglês) 
No reinado de Alexandre Janeu, um inútil devasso chamado José Pandera vivia perto da casa de uma jovem chamada Maria, noiva de um certo homem de nome João. Pandera seduziu Maria e esta ficou grávida.
Quando João soube que a sua noiva estava grávida, dirigiu-se ao seu perceptor Simão ben Shetach. Este aconselhou-o a arrolar testemunhas para levar o culpado ao Sinédrio, mas João, para evitar a vergonha, fugiu para longe. 
Entretanto Maria deu à luz um rapaz e chamou-o Jesus (heb. Yehoshua, Yeshu). Quando cresceu, o rapaz mostrava-se insolente com os magistrados do Sinédrio. E as pessoas diziam “Que bastardo!”. Simão ben Shetach disse, então: “Sim, este é o filho de Pandera e Maria que era noiva de outro”. Os outros disseram: “Portanto, ele é mesmo um bastardo filho de uma adúltera!”. 
Publicou-se um édito, expulsando-o do seu meio, e Jesus fugiu para a Galiléia, onde morou muitos anos. Quando também na Galiléia soube-se que Jesus era filho ilegítimo ele retornou secretamente a Jerusalém. 
Ora, havia uma pedra no Templo onde estava gravada a Shem ha-Mephorash (a Palavra Inefável, o nome secreto de Deus, que dava grandes poderes a quem a conhecia). Essa pedra foi descoberta por David no fundo de um abismo e foi colocada no santíssimo do Templo. Posteriormente, os homens sábios, receando que alguém imprudentemente tomasse conhecimento da Palavra Inefável escrita na pedra, mandaram colocar dois leões mágicos de bronze à entrada do santíssimo do Templo que rugiriam provocando um total esquecimento.
Jesus entrou no Templo, e registou as letras sagradas num pergaminho. Depois cortou a sua carne, escondeu o pergaminho dentro e voltou a fechar a carne. Quando saíu, os leões rugiram e ele esqueceu-se de tudo mas, já fora da cidade, voltou a abrir a sua carne e recuperou o pergaminho. 
Depois foi à cidade e clamou a todos: “Não sou filho de uma virgem? Eu sou o Filho de Deus que Isaías profetizou que viria de uma virgem!”. Os que o ouviam diziam: “Mostra-nos um sinal”. Levaram-lhe ossos de um morto e ele devolveu-lhe a vida, restaurando-lhe tendões, carne e pele. Levaram-lhe um leproso e ele curou o leproso. E os que viram ajoelharam-se e disseram “Tu és o Filho de Deus”. 
Mas os anciãos sábios ficaram apreensivos com as notícias e montaram uma cilada a Jesus, enviando-lhe mensageiros que lhe disseram: “Os ilustres de Jerusalém chamam-te porque ouviram que és o Filho de Deus”. Jesus respondeu “irei se me receberem tal como os escravos recebem o seu senhor”.
Estabelecido o acordo, Jesus dirigiu-se a Jerusalém montado num burro e foi recebido com grande pompa. 
Entretanto os sábios queixaram-se à rainha [Salomé Alexandra] e exigiram a pena de morte para Jesus. Mas a rainha, não convencida da acusação, pediu uma audiência com Jesus.
Jesus foi então levado à presença da rainha e mostrou os seus poderes, curando um leproso e ressuscitando um morto. A rainha disse então aos sábios: “Porque dizem que este homem é um feiticeiro? Pois eu vi que ele é realmente o Filho de Deus. Desapareçam e nunca mais me tragam uma acusação destas!”. 
Depois os sábios reuniram-se novamente e decidiram escolher um deles para aprender a Shem ha-Mephorash e para provarem que assim poderiam fazer o mesmo que Jesus. Um deles, de nome Judas, propos-se para este desafio. 
Entretanto a rainha convocou uma nova audiência, desta vez com Judas e Jesus. Jesus começou por dizer “Assim como as escrituras dizem acerca de mim eu vou subir ao céu para o meu Pai celeste” e, proferindo a Shem ha-Mephorash, comecou a subir aos céus. Judas também proferiu a fórmula secreta e, subindo também, começou a puxar Jesus para baixo. Combateram até que Judas derramou o seu suor em Jesus tornando-o impuro. Tendo ambos ficado impuros com o suor, e como a Shem ha-Mephorash só funciona em estado de pureza, caíram ao solo, e foi declarada a sentença de morte a Jesus. Mas os discípulos conseguiram fazer Jesus escapar-se para fora da cidade. 
Jesus dirigiu-se ao Jordão, onde lavou-se e purificou-se, recuperando os seus poderes. Depois pegou em duas pedras de moinho, colocou-as a flutuar na água e sentou-se nelas a pescar para uma multidão que comeu os peixes. 
Quando os sábios souberam que Jesus estava novamente a exibir poderes, Judas propôs-lhes que iria misturar-se secretamente com os discípulos de Jesus. Assim o fez e, numa noite, Judas encontrou Jesus a dormir numa tenda, cortou-lhe a carne e removeu-lhe o pergaminho. 
No dia da festa dos pães não fermentados Jesus, com a intenção de ir ao Templo recuperar a palavra secreta, dirigiu-se com os seus discípulos para Jerusalém. Entretanto Judas foi avisar os sábios para estarem atentos porque ele iria denunciar Jesus, prostrando-se aos seus pés. E assim, Jesus foi capturado.
Jesus foi amarrado a um pilar e chicoteado. Colocaram-lhe uma coroa de espinhos e, quando ele pediu água, deram-lhe vinagre para beber. Jesus então proferiu “Meu Deus, porque me abandonaste?”. Depois, foi levado ao Sinédrio para lhe proferirem a pena de morte e, por fim, foi apedrejado até à morte. 
Procuraram uma árvore para o pendurarem, mas não encontraram nenhuma capaz de suportar o peso de um homem. De modo que o penduraram numa haste de um grande repolho (!) mas, à noite, enterraram-no no local onde fora apedrejado. Judas, receando que os discípulos roubassem o corpo e dissessem que Jesus tinha ascendido aos céus, removeu-o da sepultura e escondeu-o no seu jardim. 
No dia seguinte, os discípulos não encontraram o corpo na sepultura e proclamaram que Jesus tinha ascendido aos céus. Por isso a rainha convocou todos os sábios com o seguinte ultimato “Se não encontrarem o corpo serão todos mortos!”. 
Por fim, Judas entregou o corpo e eles exibiram-no arrastado por um cavalo.


Esta história faz um retrato muito desfavorável de uma personagem chamada Jesus ben Pandera, descrevendo-a como um inimigo dos judeus. A personagem principal é um pretenso Messias que é desmascarado por um homem chamado Judas.

A grande curiosidade aqui é que esta história possui contornos semelhantes à do Jesus Nazareno dos evangelhos, embora com um enquadramento histórico diferente.

O enquadramento histórico do Sepher Toldoth Yeshu coloca o nascimento de Jesus ben Pandera no reinado de Alexandre Janeu, entre 103 e 76 AEC, e a sua morte durante o reinado de Salomé Alexandra, entre 76 e 67 AEC. Existe, portanto, um lapso de cem anos em relação ao tempo dos evangelhos, ou seja, ao tempo de Herodes Antipas e Pilatos e, por este raciocínio, poderíamos considerar que uma versão primitiva do Sepher Toldoth Yeshu antecedeu a escrita dos evangelhos.



Sepher Toldoth Yeshu
Evangelhos canónicos
Enquadramento histórico
Reinado de Alexandre Janeu e de Salomé Alexandra (104-67 AEC)
Entre o final da vida de Herodes o Grande e a prefeitura de Poncio Pilatos (7 AEC a 36 EC)
Nome de Jesus
Jesus ben Pandera
Jesus Nazareno
Papel de Jesus
Um pretenso Messias que é desmascarado
O verdadeiro Messias, o Cristo, o filho de Deus.
Papel de Judas
Inimigo declarado
Discípulo que se torna traidor


Não pode ser coincidência, por exemplo, o Evangelho Segundo Mateus iniciar-se com a frase “Livro da genealogia de Jesus” (ou “Livro da história de Jesus”), que deveria ser provavelmente o nome original deste evangelho, antes de ser conhecido pela sua designação actual.

Por volta de 248 EC, o apologista cristão Orígenes escreveu no seu livro Contra Celsus:
Contra Celsus (de Orígenes), Livro I, Capítulo XXXII
... [Celsus], falando da mãe de Jesus, disse: “quando ela estava grávida foi expulsa pelo carpinteiro do qual estava noiva, por culpa de adultério, porque concebera um filho de um soldado chamado Pandera (Panthera)” ...

Orígenes referia-se ao livro Verdadeira Palavra do autor romano Celsus que depreciava as crenças cristãs. Este livro terá sido escrito por volta de 178 EC. Presumivelmente Celsus terá baseado a frase (citada por Orígenes setenta anos depois) numa história semelhante ao Sepher Toldoth Yeshu.

Por outro lado, tendo em conta que não se sabe a data de sua composição, a história de Jesus ben Pandera pode ter a sua origem numa ridicularização dos cristãos, já depois dos evangelhos estarem escritos. Mas esta hipótese não explica uma diferença tão grande no enquadramento histórico.


O túmulo de Tibério Pandera

Em outubro de 1859, durante a construção de uma ferrovia em Bingerbrück na Alemanha, nove lápides romanas foram descobertas acidentalmente.


Uma das lápides apresentava a seguinte inscrição:

Tibério Iulius Abdes Pantera
de Sidon, com idade de 62 anos
serviu 40 anos, ex-porta-estandarte
do primeiro grupo de arqueiros
encontra-se aqui

Actualmente conservada no museu Römerhalle em Bad Kreuznach, Alemanha, trata-se da lápide de um soldado chamado Tibério Iulius Abdes Pantera.

A hipótese de ligação histórica deste soldado com Jesus de Nazaré foi levantada por James Tabor, com base na alegação de Celsus. A hipótese foi considerada extremamente improvável pela maioria dos académicos, uma vez que não havia nenhuma evidência para apoiar que este Pantera, em particular, seria o mesmo que foi referido por Celsus.

O nome Pantera não seria um nome raro. Antes do final do século XIX, havia a hipótese de que o nome seria raro ou mesmo fabricado (no Sepher Toldoth Yeshu), mas posteriormente alguns académicos mostraram que foi um nome usado na Judeia e especialmente comum entre soldados romanos.


Referências:
 1) http://www.ftarchives.net/foote/toldoth/tjtitle.htm
 2) http://en.wikipedia.org/wiki/Toledot_Yeshu
 3) http://en.wikipedia.org/wiki/Tiberius_Iulius_Abdes_Pantera



22 comentários:

  1. SENDO ATEU, VEJO UMA RELAÇÃO INTERESSANTE COM OS ESCRITOS DITOS CANONICO, DIGO TODOS. PARECE QUE TANTO DEUS COMO JESUS SÃO PESSOAS QUE TÊM ORIGENS EM FUNDAMENTOS FORA BIBLIA. JESUS PANDERA E DEUS BAAL SÃO MUITO SEMELHABTES. ENGRAÇA, QUE TUDO QUE "DEUS" MANDAVA FAZER NÃO ERA NADA NOVO OS OUTROS POVOS JA FAZIAM.NA VERDADE, É TUDO A MESMA COISA. TUDO ISSO É SECTARISMO.

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  2. As acusações de Celso e a Historia de Sepher Toldoth Yeshu Foram escritos Muitos Anos Depois que Jesus de Nazaré esteve na Terra,muito depois dos Evangelhos que Contam a Verdadeira Historia de Jesus terem sido escritos.Tanto as Acusações de Celso feitas em 178 e do escrito Sepher Toldoth Yeshu São falsas e Não são Historicas.

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    1. Como pode ter tanta certeza de suas afirmações? Nem uma versão nem outra podem ser comprovadas. As crenças judaico-cristãs são pródigas em se apropriarem de lendas de outros povos e em adulteração de textos. Que o diga Flavio Josefo...

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    2. E que textos seriam esses? Pode ao menos citar um deles? O cristianismo é uma ramificação do judaísmo, mas não significa que ambos sejam falsos.

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    3. Amigo Frank, registros de Yeshu filho de pandera estão presentes na Torah Oral, transcritas para o Talmud cuja conclusão fo por volta do ano 187 EC.
      Lembrando que não há registros históriocos válidos para provar que tão pouco os evangelistas conheceram JC!
      1 - Marcos (64 d.C);

      2 - Mateus (70 d.C);

      3 - Lucas (80 d.C),

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    4. Tinha muitos outros escritos alem desses que vc citou. Esses foram os escolhidos para fechamento do Canone. Talves ate o Evangelho de Tome tenha sido escrito antes da primeira carta de Paulo

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  3. A obra acima descrita possui mais de 100 versões diferentes. Nunca se soube quem foi o autor e nem a data que foi escrita. Nem todas as versões desqualificam moralmente o caráter do tal Jesus Ben Pandera. O texto acima possui nitidamente elementos dos evangelhos canônicos e dos escritos de Celso (filósofo grego do segundo século, ou seja mais de um século depois de Cristo), parecendo muito com uma mesclagem de ambas as fontes. Celso nunca negou o tempo histórico de Jesus (confirma que este morreu por crucificação na Judeia). O texto acima só teve ampla divulgação na era das cruzadas contra os Judeus. A maioria dos eruditos acreditam que o texto acima se trata de uma sátira feita pelos judeus aos evangelhos. Em que aspecto Josefo adulterou a história???????

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  4. nunca tinha lido tanta asneira!!!!! infundadas,inssustentaveis!!!

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  5. Não existe qualquer referência histórica a Jesus fora do livro chamado de "Novo testamento". Flavio Josepho, que escreveu um livro com mais de 1500 paginas que trata da vida dos hebreus justamente no primeiro seculo da Era Comum tem dois paragrafos comprovadamente interpolado sobre Jesus mostrando que , ou ele não existiu ou era insignificante. O mais provavel é que a história de Jesus era uma lenda, como uma historia de cordel e que foi reescrita para caber dentro do enquadramento histórico.

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    1. Uma "lenda" que influenciou diversos povos ao redor do mundo...

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    2. Vejo Karl que n entende muito de pesquisas. Josefo foi um dos que citou. Nâo o unico. Outros politicos famosos entre os Romanos citou o crescimento e acontecimentos envolvendo o Cristianismo. Sobre Josefo existem algumas considerações. 1-Existiu copia nos primordios que ficaram em poder de Judeus da região da Mesopotamia que tambem continha a mesma mensagem sobre Jesus, diferenciando do reconhecimento da divindade. 2-Ele cita tambem sobre Jesus de maneira indireta, quando menciona sobre Tiago, irmão do Messias (que a Biblia cita como irmão e encontraram sua tumba recentemente com o nome Tiago irmão de Jesus, datado no primeiro seculo por pesquisadores analiticos e não cristãos) Josefo tbm cita sobre João Batista, que segundo a Biblia começou pouco antes de Cristo abrindo o caminho para esse que era seu primo e reconhecido Messias por ele mesmo. Por ultimo Josefo era do judaismo não tinha porque aprofundar. Propaganda demais eleva ate o mal falado. Essa estoria de Josefo ser Cristão é balela, mudado muito tempo depois. O que não nega suas citações diretas e indiretas sobre Cristo

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  6. Faça-me o favor de não usar apenas um livro como base de seus argumentos! Este Flávio Joseph se assemelha muito com o anti-cristão Célso, que teve seus argumentos derrubados por Orígenes. Não espere que eu leve um sujeito desses a sério.

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  7. Nota-se que não levaram em consideração, talvez por esquecimento, que O novo testamento em sua maioria no princípio foi escrito em grego, e que Ben Patéras é Ben: judeu, e Patéra é grego , portanto filho do pai, devirtuado, por maldade é claro, para Ben Pantera.

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  8. Glaysomar:Será que tais acusações procedem? Neste artigo, pretendo demonstrar que as acusações não passam de odiosos mitos que se propagaram como lendas urbanas, mas que se escrutinados mais profundamente, revelam não serem referência a Yeshua. A posição, inclusive, OFICIAL do Judaismo tradicional (embora alguns judeus isoladamente digam o oposto) é a de que o Talmud jamais menciona a Yeshua. Investigaremos, portanto, uma a uma essas acusações tão graves.

    II - Acusação #1 - Insultos contra Yeshua e Miriyam

    "Yeshu era um mamzer (bastardo) nascido de adultério" (Yebamot 49b)

    "Miriyam era uma prostituta: Jesus era um homem mal" (Sanhedrin 106a)

    "Yeshu era um feiticeiro e um tolo. Miriyam era uma adúltera" (Shabat 104a)

    Vamos analisar cada uma dessas acusações

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  9. Glaysomar:1 - Bastardo?

    O texto da Mishná na realidade diz: "R. Shimon ben Azai disse: Eu encontrei um livro de genealogias em Jerusalém e nele está escrito: 'O homem Plony' é um bastardo"

    A insinuação de que isso se refira a Yeshua vem do fato de que as Bessorot (Boas Novas) começam falando das toledot (gerações) de Yeshua.

    Contudo, atribuir o texto acima a Yeshua é um grande absurdo. Primeiramente porque o texto se refere a uma pessoa "genérica". O termo Plony no Talmud é como dizer "João da Silva" no português para se referir a uma pessoa qualquer. Em segundo lugar, como o Judaismo tradicional entendia que um judeu não deveria se casar com um mamzer (bastardo), era comum que houvesse registros genealógicos naqueles tempos para que as pessoas não se casassem com bastardos. Não há qualquer base para dizermos que o texto acima é uma alusão a Yeshua, simplesmente porque os judeus tradicionais não aceitavam a Yeshua como Mashiach.

    2 - Yeshua um Feiticeiro? Miriyam uma Prostituta?

    O texto de Sanhedrin 106a na realidade diz: "R. Yochana disse (acerca de Bi'lam): No princípio um profeta, e no final um feiticeiro." Rav. Papa disse: "Como as pessoas dizem: 'Ela era uma descendente de príncipes e governantes, e bancava a prostituta com carpinteiros.'"

    A primeira coisa que vemos aqui é que o texto refere-se a Bi'lam (Balaão), personagem contra o qual inclusive o próprio NT não poupa críticas. A idéia de que isso se refira a Yeshua vem de uma tentativa de alguns de insinuarem que "Bi'lam" seja um nome-código para se referir a Yeshua. Contudo, como dizem: A quem acusa cabe o ônus da prova. Não existe qualquer prova textual que indique tal coisa.

    O texto de Rav. Papa é atribuído a Miriyam, como se ele estivesse insultando a mãe de Yeshua. Na realidade, nada mais falacioso.

    Rav. Papa ilustra uma parábola para falar de Bi'lam. Vejam o que diz Rav. Papa: "Considere uma mulher que é casada com um governante poderoso que conduz o seu povo na batalha. Ela está acostumada a ser a esposa de alguém forte, cujas mãos poderosas podem habilmente manipularem uma espada e vencerem quaisquer oponentes. Se o seu marido morresse, ela desejaria se casar com alguém em posição semelhante de liderança e força. Mesmo se essa viúva continuamente passasse por cima daqueles que ela desejasse casar, ela ainda lutará por sua glória anterior, e se casará até mesmo com um carpinteiro que, apesar de não conduzir seus conterrâneos à batalha, ainda deve habilmente manejar ferramentas. Mesmo quando a habilidade de alcançar sua glória antiga está claramente ausente, ela ainda tentará tudo possível para alcançar qualquer posição que remotamente se assemelhe a ela.

    Semelhantemente, Bi'lam iniciou como um homem de profecia (como um príncipe ou governante). Ele era capaz de ver o futuro e mesmo de manipulá-lo através de suas maldições e bênçãos. Contudo, quando ele perdeu aquele dom quando o Eterno removeu sua profecia, Bi'lam ainda desejava ver o futuro, até mesmo fazendo uso de tais pálidas comparações tais como feitiçaria e magia negra, como um carpinteiro."

    Em suma, podemos ver que a passagem nada tem a ver com Yeshua ou Miriyam. A alusão de Rav. Papa trata-se apenas de uma comparação governante <-> carpinteiro, porque um carpinteiro era uma posição extremamente humilde na sociedade. Aliás, é um dos motivos de Yeshua ter sido um carpinteiro: demonstra a humildade dele. Não há qualquer alusão a Yeshua nesta passagem, nem insinuação de que sua mãe fosse uma prostituta.

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  10. Glaysomar:III - Acusação #2 – O Talmud Zomba de Yeshua ter Morrido Jovem

    "Sanhedrin 106 zomba de Yeshua ter morrido jovem"

    Será mesmo?

    Vejamos o texto de Sanhedrin 106b:

    "Um sectário disso a R. Chanina: Você sabe quantos anos tinha Bi'lam? [R. Chanina] respondeu: Não está escrito. Contudo, uma vez que é dito (Salmo 55:24): "Homens que derramam sangue e enganam não viverão metade de seus dias..." ele tinha 33 ou 34. [O herege] disse: "Você disse bem. Eu vi a crônica de Bi'lam e é dito: "Aos 33 anos, Bi'lam o aleijado foi morto por Pinchas o ladrão."

    Novamente aqui, assume-se que Bi'lam é um codenome para Yeshua. A conexão agora é a idade da morte de Bi'lam. Alguns chegam a propor a delirante indicação de que "Pinchas" e "Pilatos" ambos começam com a letra P!

    Na realidade, se lermos Sanhedrin 106 desde o princípio, vemos que em Sanhedrin 106a há uma discussão sobre a mudança de tema na Torá em Bamidbar (Números), pois em Bamidbar (Números) 24 temos a profecia de Bi'lam, e no capítulo 25 temos o fato de Israel ter se prostituido com Moav. Não só isso explica a analogia a prostitutas de Rav. Papa (vide item anterior) quanto mostra que claramente o contexto não se refere a Yeshua em absoluto.

    IV - Acusação #3 - Yeshua é Insultado

    "Yeshu é uma abreviação para insultar Yeshua"

    "Yeshua é chamado de maligno em Sanhedrin 107b e Sotá 47a"

    "É dito que em Gitin 56b-57a que Yeshua está fervendo em excremento quente no inferno"

    1 - Contração para Insultar?

    A afirmação de que "Yeshu" seria uma contração para insultá-lo é uma afirmação que provém de ignorância. Na realidade, o Talmud foi escrito essencialmente em Aramaico, língua da diáspora.

    A forma "Yeshu" é simplesmente a pronúncia aramaica de "Yeshua". Por exemplo, na Peshitta Tanach em Êxodo 17:9, Josué é chamado de "Yeshua", e a pronúncia nesse caso certamente seria "Yeshu".

    Não estou nem entrando no mérito de se devemos ou não chamarmos o Salvador de Yeshu, isso é outra discussão. Mas a questão é que "Yeshu" é apenas um variante aramaico do hebraico Yahushua. Se admitirmos que o Talmud visava insultar Yeshua, então temos que concluir que a Peshitta visava insultar Josué.

    E, ainda assim, vamos ver mais adiante que o "Yeshu" do Talmud não era Yeshua.

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  11. Glaysomar:2 - Yeshua Maligno?

    Será que o Talmud diz mesmo isso? Vejamos QUEM É O YESHU do Talmud:

    A Passagem de Sanhedrin 107b e Sotá 47a diz:

    "O que houve de R. Yehoshua Ben Perachiah? Quando João [Hyrcanus] o rei matou os rabinos, R. Yehoshua Ben Perachiah [e Yeshu] foram a Alexandria do Egito. Quando houve paz, Shimon Ben Shetach enviou a ele: "De mim [Jerusalém] a cidade santa a você Alexandria do Egito. Meu marido continua em teu meio e eu me assento abandonada."

    [R. Yehoshua Ben Perachiah] saiu e chegou em uma estalagem em particular e eles lhe mostraram grande respeito. Ele disse: Quão bela é essa estalagem [a palavra achsania também significa "hospedeira"]

    [Yeshu] disse: Ela tem olhos estreitos.

    [R. Yehoshua Ben Perachiah] disse a ele: Maligno, é assim que te comprometes?

    [R. Yehoshua Ben Perachiah] enviou quatrocentas trombetas e o excomungou.

    [Yeshu] veio perante [R. Yohoshua Ben Perachiah] muitas vezes e disse: Aceita-me. Mas [R. Yehoshua Ben Perachiah] não lhe prestou atenção.

    Um dia [R. Yehoshua Ben Perachiah] recitava o Shemá [e não devia ser interrompido. Yeshu] veio até ele. Ele ia aceitar [Yeshu] e sinalizou a [Yeshu] com sua mão. [Yeshu] pensou que [R. Yehoshua Ben Perachiah] estava o repelindo. Ele foi, pendurou um tijolo, e se prostrou perante ele.

    [Yeshu] disse a [R. Yehoshua Ben Perachiah]: Tu me ensinaste que qualquer um que peca e faz o outro pecar não é dado oportunidade de se arrepender.

    E o mestre disse: Yeshu praticou magia e enganou e fez Israel se desviar."

    Como vemos aqui claramente, esse Yeshu nem era originalmente um judeu por nascimento, mas uma pessoa convertida ao Judaismo. O absurdo das alegações anti-semitas de que o Talmud ofende Yeshua chegam a tal ponto que se contradizem: Ora, se o Talmud o acusa de ser um mamzer (bastardo), como relata história de sua conversão? Por definição, um mamzer é um judeu de nascimento, e não um prosélito.

    Outro problema está no fato de que João Hyrcanus viveu cerca de 100 anos ANTES DA ERA COMUM (vide "A Enciclopédia da Cronologia Judaica" - Tannenbaum, Gershon - p.87). Além disso, não há qualquer relato de Yeshua teria ido com um rabino a Alexandria. Claramente, esse Yeshu não é Yeshua!

    Yeshu, em sendo uma abreviação de Yahushua (Josué), era um nome extremamente comum no meio judaico. De fato, até hoje a repetição de nomes é algo notório nas comunidades judaicas. Para ilustrar o fato, costumo dizer brincando que se alguém entrar numa sinagoga e disser: "Telefone urgente para o Yossef", umas 10 pessoas sairão apressadamente do recinto.

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  12. Glaysomar:3 - Yeshua Queimando no Inferno?

    "Gitin 57a diz que Yeshua está no inferno, queimando em excremento quente."

    O texto de Gitn 57 fala da conversão de Onkelos Bar Kalonikus, sobrinho do emperador Tito. O texto então descreve que antes de se converter, Onkelos invocou os espíritos de alguns vilões da história de Israel, entre eles Bi'lam e Yeshu. Agora, vejam vocês, além de termos provado que o Yeshu do Talmud não era Yeshua, ainda há outro problema com esse raciocínio: Se Bi'lam era um codinome para Yeshua no Talmud, como é que aqui Onkelos aparece invocando o espírito tanto de um quanto de outro? Não faz o menor sentido...

    V - Acusação #4 - O Talmud diz Yeshua Praticou Magia e Miriyam era uma adúltera

    "Os Tratados Shabat 104b e Sanhedrin 67a dizem que Yeshua praticou magia e que Miriyam era uma adúltera"

    Novamente, Miriyam era um nome comum no meio judaico. Basta ver que temos mais de uma Miriyam no NT.

    Vamos ver o texto em questão:

    "É dito: R. Eliezer disse aos sábios: Acaso Ben Stada não trouxe feitiçaria com ele do egito em um corte que fez em sua pele? Eles disseram a ele: Ele era um tolo e tu não podes trazer prova de um tolo.

    Ben Stata é Ben Pandira.

    R. Chisda disse: O marido era Stada e o amante era Pandira.

    [Não,] o marido era Papos Ben Yehudah e a mãe era Stada.

    [Não,] a mãe era Miriyam, a cabelereira de mulheres [e era chamada de Stada]. Como dizemos em Pumbedita: Ela se desviou [Stat da] de seu marido."

    Como vemos aqui, é um absurdo dizer que essa passagem se refere a Yeshua! Primeiramente, o personagem aqui é conhecido como "Ben Stada" ou "Ben Pandira", ou seja, filho de Stada ou de Pandira. Isso porque há dois "Yeshus" hereges no Talmud. Um chamado "Yeshu Ben Stada" e outro "Yeshu Ben Pandira." A discussão aqui é a qual deles o texto se referia. Repare que não há nenhuma menção de um "Yeshu Ben Yossef" - certamente que se houvesse uma tentativa de associação a Yeshua, eles o citariam da forma que era conhecido.

    Em segundo lugar, Yeshua nunca esteve no Egito quando de idade adulta. Em terceiro, a Miriyam nunca foi cabelereira. Claramente aqui, essa Miriyam não é a Miriyam mãe de Yeshua, nem tampouco o filho a quem se referem é Yeshua. Se formos por esse raciocínio, a concidência de nomes poderia ser usada para supor que fosse Miriyam irmã de Moshe.

    VI - Acusação #5 - O Talmud diz que Yeshua Morreu por Idolatria

    "Sanhedrin 67a diz que Yeshua morreu por idolatria, pendurado na cruz em Pessach"

    Na realidade, o texto discute a pena de morte. Vejamos o que diz:

    "... As testemunhas que o ouvem trazem-no para fora da corte e o apedrejam. E assim o fizeram a Ben Stada em Lud, e o penduraram na véspera do Pessach."

    Os problemas: Primeiramente, assume-se erroneamente aqui que Yeshua seja "Yeshu Ben Stada", possivelmente por causa do item anterior.

    Em segundo lugar, Yeshua não morreu em Lud. Lud era uma cidade em Bavel (Babilônia), e não em Israel. Em terceiro lugar, Yeshua nunca foi apedrejado. Claramente, não é referência a Yeshua.

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  13. Glaysomar:VII - Acusação #6 - O Talmud diz que Yeshua foi Morto porque Praticou Feitiçaria e Enganou Israel

    "Sanhedrin 43a diz que Yeshua foi morto por praticar feitiçaria e enganar Israel, na vérspera de Pessach"

    O texto na realidade discute a morte de um dos Yeshus. Vejamos o que diz:

    "Na véspera do Pessah eles penduraram Yeshu e o arauto saiu por quarenta dias anteriormente declarando que [Yeshu] seria apedrejado por praticar magia negra e por encantamento e por desviar Israel... Yeshu era diferente porque ele estava próximo do governo."

    Os problemas: Ambos os "Yeshus" viveram cerca de um século antes de Yeshua! Esse é o primeiro problema. O segundo é que o Talmud relata duas mortes diferentes para os dois "Yeshus" que são mencionados, o Ben Stada e o Ben Pandira. Yeshua não poderia ser os dois! O terceiro problema é que na época de Yeshua, o Sanhedrin já não tinha mais autoridade para executar pena de morte - Roma não mais o permitia. Já na época de Yeshu (1 século antes), isso era lícito. Por isso, quem executou Yeshu foram os judeus. Quem executou Yeshua foram os romanos. O quarto é que, novamente, Yeshua nunca foi apedrejado.

    Outro problema: O texto diz que Yeshu tinha ligações com o governo. Claramente, isso se refere ao passado pré-conversão de Yeshu, que, como vimos, era um prosélito. O NT jamais faz qualquer menção a Yeshua sendo próximo do governo romano. Muito pelo contrário, se o fosse, não teria sido morto pelo mesmo. Claramente, a passagem não se refere a Yeshua.

    VIII - Acusação #7 - O Talmud diz que 5 discípulos de Yeshua foram mortos por crimes contra o Eterno

    "Sanhedrin 43a diz que os discípulos de Yeshua foram mortos por crimes contra o Eterno"

    Na realidade, o texto se refere a Yeshu Ben Pandira. Já vimos que ele não tem qualquer conexão com Yeshua. Vamos ao texto:

    "Yeshu tinha cinco discípulos - Matai, Nekai, Netser, Buni e Todá."

    O problema: O único discípulo de mesmo nome de um dos discípulos de Yeshua é Matai, que é a forma aramaica de Matitiyahu (Mateus). Contudo, era um nome muito popular na época, devido a Matitiyahu, o hasmoneu, um dos grandes heróis comemorados em Chanuká. Fora ele, temos Todá que poderia talvez ser Tadei (Tadeu) ou Tomá, se quisermos forçar a barra. Mesmo assim, temos 3 nomes absolutamente inexistentes no NT. Além disso, Yeshua teve 12 discípulos, como sabemos, e não 5.

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  14. Glaysomar:IX - Acusação #8 - O Talmud diz que Yeshua era um Curandeiro

    "Tosefta Chulin 2:23 diz que Yeshua era um curandeiro e que seus discípulos invocavam seu nome para curar."

    Vamos ao texto:

    "Certa vez ocorreu que R. Elazar Ben Damá foi mordido por uma cobra, e Ya'akov do vilarejo de Sechania veiou curá-lo em nome de Yeshu Ben Pandira, mas R. Yishmael não o permitiu."

    O problema: Como vimos, Yeshu Ben Pandira não é Yeshua, mas um personagem que viveu muitos anos antes.

    X – Acusação #9 – O Talmud diz que Yeshua o Nazareno praticou Magia e Enganou Israel

    "Sanhedrin 107b e Sotá 47a dizem que Yeshu o Nazareno praticou Magia e Enganou Israel"

    Na realidade, já vimos o texto em questão em outro item, e como se refere a Yeshu Ben Pandira, que nem judeu de nascimento era. Na realidade, o texto diz:

    "E o mestre disse: Yeshu [Ben Pandira] praticou magia e enganou e fez Israel se desviar."

    Ocorre que em 1 manuscrito. Em 1 e SOMENTE UM manuscrito, o texto mostra "Yeshu haNotzri". Os próprios rabinos concluem que foi uma adição maliciosa de um escriba para associar essa figura a Yeshua. Contudo, não faz parte do texto original. Culpar os autores do Talmud seria tão falacioso quanto culpar a Yochanan (João) pelas traduções equivocadas que igualam os "moradores da Judéia" com os judeus.

    XI – Os 2 Yeshua do Talmud

    Vejamos um resumo dos dois Yeshus do Talmud, e o porquê de não poderem ser Yeshua:

    1 – Yeshu Ben Pandira:

    - Viveu cerca de 80 anos antes de Yeshua nascer
    - Estudou com R. Yehoshua Ben Perachiah
    - Não era judeu de nascimento
    - Foi perseguido, e fugiu para o egito, retornando como idólatra
    - Tinha "costas quentes" com o governo Romano
    - Tinha 5 discípulos
    - O pai se chamava "Pandira", e não Yossef

    2 – Yeshu Ben Stada

    - Viveu cerca de 100 antes de Yeshua
    - Trouxe magia do Egito
    - Sua mãe, chamada Miriyam (ou Stada), era uma cabelereira
    - Seu pai se chamava Stada ou Pappos.
    - Executado na Babilônia, em Lud, e não em Israel

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  15. Glaysomar:Vemos que é IMPOSSíVEL que qualquer dois dois se refira a Yeshua. As descrições simplesmente não batem com qualquer referência neo-testamentária ou histórica de Yeshua Ben Yossef.

    XII – Conclusão

    A alegação de que o Talmud conteria ofensas a Yeshua tem origem no anti-semitismo católico e foi freqüentemente utilizada para perseguição aos judeus. Lamentavelmente, tal alegação tem sido, por pura ignorância, repetida por muitos no meio cristão, messiânico, nazareno e, pasmem, até mesmo no meio judaico!

    Espero que esse artigo possa contribuir para esclarecer, de uma vez por todas, essa questão, de modo a evitar um crescente sentimento de anti-semitismo em nosso meio.

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  16. Vou fazer citação de um comenatio de Chevitatese que Prova que Antes de 150 D.C essa Historia Mentirosa de Jesus te tido um Nascimento Ilegitimo NÃO existia ” …Dos argumento apresentados por Celso, convém observar: (A)Não há como sabrr se essa historia foi contada por um Judeu. (B)ela deveria ter começado a circular entre os. Judeus Helenista da diaspora a partir da Segunda metade do seculo. II ,já. que Justino , no seu dialogo com Trifon 48.2, datado de 150, Não registra qualquer informação ou indicio que sugira um conhecimento a respeito dessa situação. ..”
    Chevitaresse,cornelli e salvatio, Jesus de Nazaré, uma outra Historia, FL 51.

    Por isso eu creio que Jesus Nasceu de uma Virgem. Chamada Maria.

    Sobre o nome Pandera ou Panheras é um foi um jeito maldoso de zombar feita pelos opositores do Cristianismo do Seculo II do nascimento virginal devJesus.poque Pantheras é corruptela da palavra Grega Parthenos que significa Virgem.



    Sobre essa Historia Falsa de Nascimento Ilegitimo de Jesus eu citarei estudioso FF Bruce.

    FF Bruce:
    “(…) O designativo BEN PANTERA (FILHO DE PANTERA) provalvelmente diz respeito não (como se tem por vezes aventado) a um soldado romano chamado Pantheras, mas à crença cristã no nascimento virginal de Cristo, PANTERA sendo simples corruptela do termo grego parthénos (virgem).(…)” (FF Bruce, Merece confiança o Novo Testamento, fls 132-133)

    Essa Historia Falsa do soldado Romano foi relatada por Celso em 178 D.C e Depois Repetida no Tamulde que começou a ser escrito no Seculo III D.C essa historia Não tem fundamento historico e Nem foi contada por testemunhas oculates.

    A verdade de a respeito de Jesus esta só nos Evangelhos.

    Jesus é Filho de Deus e Nasceu da Virgem.

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