quinta-feira, 4 de junho de 2015

Assírios e Babilónios (Parte 6) - Império caldeu




A decadência da Assíria

No Egipto, Psamtik (Psameticus) I recupera todo o território egípcio em 654 a.C., dando início ao período de decadência da Assíria.

No reino de Judá, Josias sobe ao trono em 640 a.C.. Durante o seu reinado, assiste a um enfraquecimento da Assíria que aproveita para estender o seu domínio para territórios da antiga Israel.

O rei Assurbanipal, o último grande rei assírio, reinou durante cerca de quarenta anos (668 a 628 a.C.) e assistiu praticamente ao desmoronar de séculos da forte presença assíria no médio-oriente.

Na Assíria, a partir de 628 a.C., guerras de sucessão ao trono enfraquecem o império. Por outro lado, os babilónios aliam-se aos medos para resistir aos assírios.


Os caldeus recriam a Babilónia

Na Babilónia, o rei caldeu Nabopolassar toma o poder aos assírios a partir de 628 a.C. Em 612 a.C. destrói Nínive, a capital da Assíria. A corte assíria muda-se primeiro para Harã e depois, em 610 a.C., para Carquemish.

Em 609 a.C., o faraó Necau II do Egipto, receando o aparecimento de um novo império poderoso na região, decide enviar o seu exército para apoiar o que restava do império assírio de modo a resistir ao crescente império caldeu/babilónico. Necau pediu autorização ao rei de Judá para atravessar o seu território, mas Josias não concordou e partiu para a guerra ao encontro do exército egípcio em Megido. Josias morreu nessa batalha.



Nos anos seguintes, três filhos e um neto de Josias foram os últimos reis de Judá, começando com Jeoacaz (nascido com o nome Shallum) em 609 a.C..

Jeoacaz, apesar de não ser o mais velho dos filhos de Josias, era o que mais apoiantes tinha nas cortes judaicas e foi escolhido para suceder ao seu pai no trono de Judá.

Entretanto os egípcios tentam, sem sucesso, auxiliar os assírios e libertar Harã dos babilónios. Necau, ao voltar para o Egipto, passou por Jerusalém para depôr Jeoacaz, levando-o cativo para o Egipto, e colocar Jeoiaquim, o irmão mais velho, no trono. Jeoiaquim ficou, assim, tributário do Egipto.

Os assírios ficaram, finalmente, encurralados em Carquemish e os egípcios foram, mais uma vez, em seu auxílio. Os babilónios derrotaram os egípcios e os assírios na batalha de Carquemish, em 605 a.C., abrindo caminho para Nabucodonosor II, filho de Nabopolassar, criar um império.

Em 605 a.C. Nabucodonosor cercou Jerusalém para obrigar Jeioaqum a pagar-lhe tributo. Jeoiaquim passou de vassalo do Egipto para vassalo da Babilónia.

Nabucodonosor teve, posteriormente, grandes perdas em batalhas contra o Egipto. Em 601 a.C.. Jeoiaquim, observando o enfraquecimento da Babilónia, recusou-se a pagar o tributo, buscando apoio nos egípcios, o que resultou num cerco ainda mais violento a Jerusalém por parte de Nabucodonosor. Durante este cerco, em 598 a.C., Jeoiaquim morre e sucede-lhe o seu filho Jeconias. Entretanto, em 597 a.C., os babilónios entram em Jerusalém e deportam o rei Jeconias e parte da população (10.000 pessoas) para a Babilónia (2 Reis 24).

No trono de Judá ficaria Zedequias, filho de Josias e tio de Jeconias, da confiança de Nabucodonosor.

Por volta de 589 a.C., Zedequias alia-se aos egípcios e recusa pagar o tributo a Babilónia. Em resposta, Nabucodonosor cerca novamente Jerusalém, durante um ano e meio, e, em 587 a.C., irrompe pelas muralhas adentro, arrasa a cidade e deporta toda a população. Zedequias tentou fugir mas foi apanhado e os seus olhos foram-lhe arrancados antes de ser enviado para Babilónia como prisioneiro.

Nabucodonosor II

Nabucodonosor II (Nabu-kudurri-usur, "Nabu, protege o meu primogénito!"), filho de Nabopolassar, foi o mais conhecido rei do império caldeu ou neo-babilónico. O seu pai aproveitou a morte de Assurbanipal, por volta de 628 a.C., para tomar o controlo de Babilónia e, aliando-se aos medos e persas, recriou o antigo império babilónico. Para reforçar a aliança medo-babilónica, Nabopolassar casou o seu filho com uma princesa da Média.

Nabopolassar terminou com três séculos de vassalagem dos babilónios para os assírios. O último século de domínio assírio teria sido especialmente humilhante para os babilónios, pois a sua cidade, Babilónia, fora repetidamente devastada por Senaqueribe e Assurbanipal no processo de conter as constantes rebeliões.

Nabucodonosor adoptou o nome de um antigo rei da Babilónia que reinara de 1125 a 1104 a.C., e que fora responsável pela instituição de Marduk como deus principal de Babilónia.


Ciro da Pérsia acaba com o império caldeu

O império caldeu ou neo-babilónico dura até 539 a.C., data em que Ciro da Pérsia toma Babilónia para formar um império persa sob a dinastia aqueménida.


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